Planilha, WhatsApp ou "a gente se resolve" — por que nada disso funciona

E por que o "sistema" que você inventou não é um sistema

A pensão alimentícia cobre o básico. Alimentação. Moradia. Roupa. Essa parte, em teoria, fica resolvida pelo acordo ou pela sentença.

Depois vem todo o resto.

  • Ortodontia. R$ 3.000.
  • Matrícula na escolinha de futebol. R$ 400 por semestre.
  • Material escolar em fevereiro. R$ 350.
  • Consulta no oftalmologista. R$ 250.
  • Colônia de férias. R$ 1.200.
  • Óculos novos. R$ 600.

Quem paga isso? Está incluído na pensão? Divide no meio? Proporcional à renda de cada um?

Na maioria dos casos, esses são os chamados gastos extraordinários — consultas médicas fora do plano, atividades extracurriculares, material escolar, tratamentos — e ficam numa zona cinza entre a pensão e a boa vontade. Alguns acordos detalham a divisão. Muitos não. E mesmo quando detalham, o acordo diz quanto cada um paga. Não diz como registrar.

É aí que tudo desanda.

WhatsApp não é registro de gasto

No Brasil, WhatsApp é tudo. É o canal do trabalho, da família, dos amigos e, claro, da coordenação com o ex sobre os filhos.

Quando os gastos do filho se resolvem pelo WhatsApp:

  • "Paguei R$ 250 no oftalmo" fica entre a foto do dever de casa e o "busco ele às 5"
  • ninguém sabe se foi aceito
  • ninguém sabe se foi reembolsado
  • daqui a um mês ninguém acha mais
  • e se achar, começa a discussão sobre o que aquilo significava

Uma mensagem no WhatsApp não é um gasto registrado. É uma frase. Não tem status. Não tem confirmação. Não tem saldo.

E quando três meses depois você precisa saber quem deve quanto pra quem, está fazendo scroll entre 500 mensagens, duas discussões sobre horário e um áudio de quatro minutos que você não quer mais ouvir.

Isso não é um sistema. É um arquivo de frustrações.

A planilha parece profissional. Por duas semanas.

Google Sheets. Excel. Parece sério. Colunas pra data, descrição, valor, quem pagou, quem deve. Talvez até uma fórmula que calcula o saldo.

Funciona por umas duas semanas.

Depois:

  • Um dos pais para de atualizar.
  • O outro não confia nos números.
  • Não tem aprovação — só linhas que alguém digitou.
  • Não tem notificação quando algo é adicionado.
  • Alguém edita uma célula e os totais do mês passado não batem mais.

Uma planilha compartilhada entre duas pessoas que se separaram é um convite pro conflito. Quem mudou aquele número? Quando? Por que antes tava 80 e agora tá 65?

Planilha não tem histórico confiável de alterações. Não tem conceito de "aprovado" ou "pendente". É um arquivo plano. E arquivo plano não resolve problema de confiança.

O caderninho. Sério.

Sim, tem gente que anota os gastos dos filhos num caderno. À mão. No papel.

Funciona enquanto:

  • esse caderno não fica só com um dos pais
  • esse caderno não se perde
  • esse caderno não vai parar "em algum lugar"
  • ninguém precisa dos dados dos últimos 6 meses

Caderno não é compartilhado. Não é claro. E quando vem a discussão, é a sua palavra contra a do outro. Mais o caderno.

Tenta chegar numa audiência com um caderno enquanto seu ex diz que já pagou metade de tudo. O juiz vai valorizar seu esforço, mas ia preferir um PDF.

"A gente se resolve" não é um plano

O "sistema" mais comum entre pais separados no Brasil é nenhum sistema.

"Eu pago a escola, você paga as atividades, e o resto a gente vê depois."

Depois. Essa palavra carrega a maioria dos conflitos.

Isso funciona talvez nos primeiros três meses. Até chegar fevereiro e junto com ele a matrícula, o material escolar, o uniforme, os tênis novos, a lista de livros e a taxa do transporte. Tudo junto. Tudo de uma vez. E ninguém sabe quem tá devendo.

Sem um registro compartilhado, não existe realidade compartilhada. Um dos pais acha que o outro deve R$ 800. O outro acha que são R$ 300. Os dois estão frustrados. Nenhum tem prova.

E quando chega a hora de pedir revisão da pensão ou ir pra uma audiência, o juiz quer ver gastos reais. Não estimativas. Não "eu acho que gastei uns..." Números. Datas. Categorias. Comprovantes.

O que você realmente precisa

Não é muita coisa. Mas é exatamente isso:

  • Os dois pais veem os mesmos dados. Não "a minha versão" e "a sua versão".
  • Cada gasto tem valor, data, categoria e observação.
  • Cada gasto precisa da aprovação do outro genitor. Não "visualizou". Aprovação.
  • Existe um saldo acumulado. Claro. Atualizado. Sem precisar fazer conta.
  • Quando um gasto é adicionado, o outro pai recebe uma notificação.
  • Quando algo precisa de aprovação, você fica sabendo.
  • Dá pra exportar. PDF. CSV. Pra você, pro advogado, pro mediador, pra sua paz.
  • E quando chegar a hora de revisar a pensão, você tem 12 meses de gastos documentados. Não suposições. Dados.

Isso não é complicado. Mas nenhum app de mensagem, planilha ou caderno oferece tudo isso.

Não é sobre controle. É sobre não precisar adivinhar.

Quando os dois pais veem os mesmos números:

  • não precisa provar nada
  • não precisa ficar procurando no chat
  • não precisa mandar lembrete
  • não precisa discutir sobre o que alguém "falou" três meses atrás

Números são números. Ou batem ou não batem. E quando os dois veem, não tem o que discutir.

Simples. Claro. Direto.

Duo — Gastos compartilhados dos filhos

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